"Uma consulta imediata ajuda a recuperar a tranqüilidade, e permite ao médico indicar as medidas para prevenir a repetição dos episódios, ou determinar a necessidade de efetuar estudos posteriores para descartar possíveis fatores de pré-disposição..."
 

 

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A temperatura corporal considera-se normal quando se situa entre os 36 e os 37 graus, ainda que possa mostrar alguma variação durante o dia, com valores mais baixos nas primeiras horas da manhã e mais altos ao fim da tarde. Também podem registrar-se diferenças segundo o lugar onde se avalie: no reto é mais elevada do que na boca e nas axilas.

Porque se produz a febre?

O aumento da temperatura normal reflete uma perda do equilíbrio entre a produção de calor e a sua perda, que pode obedecer a diferentes motivos. Nas crianças os mais freqüentes são, de longe, as infecções virais e bacterianas. Com efeito, na presença de um agente infeccioso, o organismo liberta substâncias que determinam que o nível de ajuste da temperatura se eleve acima dos seus valores normais.

A febre e as suas manifestações.

Os sintomas dependem da intensidade da febre e da idade da criança. Nas pequenas pode registrar-se uma diminuição da vitalidade, um vômito aparentemente inexplicável ou perda de apetite.

Os mais crescidinhos podem sentir dores de cabeça, de abdômen ou dores musculares. Enquanto a temperatura está subindo, a criança queixa-se de frio e, se tem idade para fazê-lo, procurará calor. Além disso, pode apresentar tremores e uma coloração acinzentada na pele. Quando se alcança o novo nível térmico, aparecem os sinais clássicos da febre: face avermelhada, pele quente, abatimento ou sonolência, e em casos extremos até delírio.

Como se avalia a temperatura?

A medição requer o uso de um termômetro. Hoje em dia existem termômetros especiais para avaliar a temperatura nos bebês sem o risco dos antigos de vidro. Eis alguns dos exemplos:

- Termômetro eletrônico com ponteira maleável (menos agressiva para o bebê) com l
  leitura digital e medida precisa em 30 segundos. Sinal sonoro quando a temperatura
  é alcançada.

- Termômetro digital eletrônico permite avaliar a temperatura do corpo com rapidez e
  exatidão equipado com um visor de leitura fácil, tem um sinal sonoro que indica o fim
  da leitura.

- Thermo Touch Baby é um novo termômetro que avalia, em poucos segundos a
  temperatura na zona da testa. Basta passar a sonda pela testa, na zona da
  têmpora e, após alguns segundos, um sinal sonoro indica o fim da leitura.

- A chupeta com termômetro integrado pode ser introduzida na boca do bebê. A
  temperatura é medida em poucos segundos.

- Termômetro de ouvido. A ponta do termômetro deve ser introduzida na entrada do
  ouvido e aperta-se um botão. A temperatura é medida em dois segundos.

As causas mais freqüentes de febre nas crianças, são as
infecções respiratórias, doenças eruptivas (sarampo, rubéola, varicela, etc.), infecções urinárias, infecções gastrointestinais e meningite.

Antipiréticos, quando?

Devido à ansiedade que lhes provoca, quando o bebê tem febre os papais apressam-se a tratar de controlá-la. No entanto, muitas vezes pode ser inofensiva, de maneira que o mais importante é determinar a causa que a produziu.

Existem, pelo contrário, duas situações que requerem especialmente a administração de um antipirético: quando a criança se sente muito doente devido à febre, e para prevenir as convulsões febris, quer seja porque existem antecedentes pessoais ou familiares, ou porque a criança padece de alguma doença neurológica.

As temidas convulsões.

Durante o pico febril, as crianças menores de cinco anos podem sofrer de convulsões (perdas de consciência e movimentos descordenados ou até a ausência de movimentos). Se bem que esta situação provoque um intenso pânico nos pais, na maioria dos casos a convulsão cede espontaneamente em poucos minutos, sem deixar nenhuma seqüela.

Uma consulta imediata ajuda a recuperar a tranqüilidade, e permite ao médico indicar as medidas para prevenir a repetição dos episódios, ou determinar a necessidade de efetuar estudos posteriores para descartar possíveis fatores de pré-disposição.

O importante é estar alerta e consultar o pediatra sempre que tiver alguma dúvida.


 
   

































































 

 

 

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