"A medida da Translucência Nucal é um importante marcador ecográfico e serve exclusivamente para calcular o risco fetal e nunca é um diagnóstico definitivo..."
 

 

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A ultra-sonografia é um exame muito importante no segmento da gestação, seja ela normal ou patológica. O primeiro trimestre é, sem dúvida, o mais importante para a determinação da Idade Gestacional e avaliação da Translucência Nucal.


E o que vem a ser a Translucência Nucal?


Por volta das semanas 10 a 14, por ocasião do desenvolvimento do sistema venoso, mais especificamente a veia jugular interna e formação do saco linfático, aparecem na nuca do feto uma área com líquido (entre a pele e o tecido celular subcutâneo que recobre a coluna), que é chamada de Translucência Nucal (TN).

O período ideal para avaliação e mensuração correta desta área é entre as semanas 11 e 13. A avaliação é feita no exame de rotina onde medimos o CCN (comprimento cabeça-nádegas) para uma perfeita datação da gestação e medimos também a TN (Translucência Nucal). O exame pode ser realizado com
ultra-sonografia convencional (abdominal) e, ocasionalmente, teremos que utilizar em via vaginal.

No momento do exame, fazemos uma primeira avaliação completa do embrião para afastar outros defeitos grosseiros ou malformações.

A medida da TN pode estar alterada em alguns fetos. Este aumento é um sinal importante para prosseguir a pesquisa de defeitos genéticos como Síndrome de Down, Turner, Eduard e outras trissomias.

A medida da TN é analisada por um programa que avalia juntamente com a idade materna o risco ajustado do feto apresentar defeito cromossômico.

Todas as mulheres, independente de sua idade, têm um pequeno risco de dar a luz a uma criança com defeito cromossômico. Este risco aumenta com a idade materna. Isto é chamado de risco inicial.
Exemplo: Se a mãe tiver 25 anos, o risco inicial é de 1/430; se tiver 35 anos, é de 1/125.

O risco ajustado é o risco individual calculado para uma determinada paciente. Dependendo da medida da TN, este risco pode aumentar ou diminuir. Ex.: a paciente pode passar de um risco inicial de 1/400 para um risco ajustado de 1/2300, o que corresponde a uma redução considerável da gestante ter um feto doente.

Se a paciente apresenta um feto com uma TN aumentada, o risco ajustado pode subir, por exemplo, para 1/18. Isto quer dizer que de 18 mulheres com esta medida e com a mesma idade, uma terá um filho doente.
Na presença de um risco muito elevado, é considerável a realização de métodos mais eficazes para a comprovação da existência da doença.

Método como biopsia de vilosidade corial,
amniocentese, cordocentese, etc. Esses exames oferecem diagnóstico definitivo para as doenças genéticas como Síndrome de Down e outras trissomias.

É por isso que lembramos sempre que a medida da Translucência Nucal é um importante marcador ecográfico e serve exclusivamente para calcular o risco fetal e nunca é um diagnóstico definitivo.

 
  Dr. Luiz Eduardo Machado
Membro do Colégio Brasileiro de Radiologia.
Diretor do Centro de Formação em Ultra-sonografia (INTRO).
Professor da Escola Baiana de Medicina.
www.ultrasom3d.net/ultracenter

 

   

















































 

 

 

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